GUIA PRAIA DO CANTO ED 43 MAIO 2022


Momento em que alunos trocam informações sobre o projeto

Alunos participam de projetos e experiências em sala de aula

Alfabetização e desenvolvimento emocional andam juntos

Na Escola Monteiro, trabalhar o letramento não significa deixar de lado questões de autoconhecimento, crescimento emocional e formação como indivíduo, iniciativas que complementam e garantem resultados mais sólidos.

Quando se pensa na educação de crianças de seis ou sete anos, o que vem à mente, em geral, é a alfabetização. Trata-se de uma importante etapa, que mobiliza escola, pais e educadores, mas que nem sempre é compreendida como parte fundamental – mas não a única - do processo inicial de formação de um indivíduo, já iniciada na educação infantil.
Para crianças e famílias que iniciaram o ensino fundamental 1 neste período conturbado de isolamento e pandemia, os desafios cresceram de tamanho. Especialistas, no entanto, explicam que o senso de urgência de recuperar o “tempo perdido” ou de garantir o letramento não deve caminhar ao largo da preocupação com questões de desenvolvimento emocional e psíquico. 
“O aprendizado, em si, acontece mais facilmente num terreno em que o indivíduo é entendido como o todo que ele é. Uma criança é também sua mente, seus sentimentos...É preciso respeitar esse sujeito e ajudá-lo em seu desenvolvimento emocional para obter ganhos de aprendizagem”, explica a coordenadora dos 1º e 2º anos da Escola Monteiro,Tatiani Svacina, que é psicopedagoga.
Na Escola Monteiro, de acordo com Tatiani, além de diagnósticos frequentes que avaliam possíveis lacunas de aprendizado e orientam metodologias de reforço, há todo um trabalho realizado para criar um ambiente de afetividade, que favoreça a formação do ser humano enquanto sujeito autônomo, criativo, protagonista, capaz de trabalhar em grupo e de lidar com as diferenças.
Um exemplo é o projeto Agentes do Bem, criado para estimular a convivência saudável, o companheirismo e o diálogo entre alunos do início do ensino fundamental – crianças na faixa de sete anos. “A ideia surgiu na assembleia que é realizada regularmente em todas as turmas da escola, do ensino fundamental ao médio, como forma de dar voz aos alunos. Depois da discussão em grupo, a turminha colocou a mão na massa e confeccionou bottons no Espaço Maker da escola”, explica. 
Agora, carregam o título de agentes do bem dentro da Monteiro, mudando comportamento, posturas e contribuindo para difundir no ambiente escolar e fora dele uma cultura em que o respeito, a troca e a escuta prevalecem. Já há pais observando a mudança em casa.

Autoconhecimento desde cedo
A coordenadora afirma que outro trabalho desenvolvido diz respeito ao processo de autoconhecimento. Um clássico da literatura infantil,  “Novas duas dúzias de coisinhas à toa que deixam a gente feliz” , de Ruth Rocha”, é uma das obras utilizadas pelas crianças do 2º ano do ensino fundamental da Escola Monteiro, por meio de um projeto coordenado pelas professoras Mabele Freitas e Tatiana Pissaia. 
Além de incentivar a leitura e trabalhar a linguagem, o projeto literário também permite um trabalho que leva em conta a saúde emocional e o bem-estar dos alunos: eles transferem a proposta do livro para o ambiente escolar, apontando o que traz felicidade no dia a dia escolar.
Dentro dessa lógica, está também o autocuidado. Esses mesmos alunos também participam do projeto “Quem planta cuidado, colhe saúde”, iniciativa interdisciplinar que leva a discussão sobre o que a terra nos oferece e como podemos – e devemos - retribuir por meio do respeito e da sustentabilidade. 
Entre as atividades práticas desenvolvidas, de acordo com Tatiani Svacina, está cultivar e acompanhar o desenvolvimento de um bulbo em sala de aula, por meio de um diário de Ciências. “Eles observam o que deu certo e o que não deu no processo de cuidado. Aprendem uns com outros, uma turma ensina à outra e assim por diante. Inicialmente um bulbo parecia mais forte e outro aparentemente não vingaria. De repente, essa situação entre as turmas se inverteu e eles tiveram uma reflexão sobre onde acertaram, onde erraram e como poderiam cuidar mais e melhor”, conta.
Dentro da proposta, também está sendo avaliada a possibilidade de se desenvolver uma horta com temperos e pequenas hortaliças dentro da escola. 
Já no 1º ano, que tem crianças na faixa de seis anos, é realizado o projeto Quem Sou Eu?, uma iniciativa que envolve diversas disciplinas e habilidades, da língua portuguesa ao inglês, passando por matemática e ciências. 
Como parte do projeto, as turmas das professoras Penha Oliveira e Karla Muruce começaram a fazer um álbum de figurinhas sobre si mesmos, com direito a linha do tempo e a história que começaram a construir ao longo de seus primeiros anos de vida. “Percebemos que as crianças se envolvem e se sentem motivadas quando falam de si e da própria história. E ninguém tem dúvida de que o autoconhecimento é fundamental para o desenvolvimento de todo indivíduo seja na área pessoal ou profissional”, considera Tatiani.

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