Dependendo de sua idade e geração, você vai se lembrar de um evento bem comum nas escolas dos anos 80 – a Feira de Ciências: um momento em que os conhecimentos específicos dessa disciplina se transformavam em projetos práticos, mobilizando a comunidade escolar.
Pois a Escola Monteiro já nasceu, há mais de 50 anos, dentro uma proposta muito mais moderna, atual e eficaz: a ideia de que o protagonismo do aluno não pode se resumir a um projeto, mas deve permear todo o processo de ensino-aprendizagem. E mais: de que conhecimento é diferente de “acúmulo de informação” e que, para fazer sentido, precisa ser construído de forma integrada, relacionando conteúdos e disciplinas e se materializando com a vivência.
Desse modo de enxergar a educação, nasceu a Feira Integrada, um evento que é tradição na Escola Monteiro e que, este ano, por conta da pandemia, aconteceu no final do mês de novembro, de forma virtual. “Os desafios que vivemos nos levaram a construir um formato on-line para a feira, realizada no dia 20 de novembro, com transmissão pelos canais da escola. O resultado foi uma grata surpresa: mesmo mais distantes fisicamente, mantivemos a essência da proposta que é permitir um 'fechamento' do conteúdo aprendido ao longo do ano letivo, com participação ativa de alunos e professores, trabalho em equipe e criatividade”, afirma a diretora pedagógica da Monteiro, Penha Tótola.
A diversidade de temas é um dos exemplos da riqueza do material produzido: jogos matemáticos, espaços de convivência, como cuidar do nosso planeta, indústria alimentícia, as guerras mundiais e a radionovela, a presença das baleias jubarte no litoral capixaba, entre vários outros.
Entre os resultados práticos, alunos do 9º ano, por exemplo, produziram sua própria radionovela, enquanto as crianças do 1º demonstraram que a matemática pode estar presente em nosso dia a dia, inclusive nas brincadeiras presenciais ou virtuais.
No 7º ano, trabalhando indústria alimentícia, um dos grupos produziu uma espécie de telejornal em que cada aluna/repórter “era chamada” pela “apresentadora” de um lugar do mundo – México, Arábia Saudita e China- para apresentar os hábitos culinários desse país. “Gostei muito de ver a criatividade e o envolvimento das meninas. Minha filha compartilhou com a gente cada etapa e teve muito apoio dos professores. Elas tiveram nossa autorização para gravar nos arredores da escola, expressaram no vídeo a preocupação de tomar as precauções ainda necessárias contra a Covid, produziram a abertura e fechamento do 'telejornal' e incluíram até erros de gravação, o que tornou o trabalho ainda mais atrativo com leveza e diversão. É muito legal ver o quanto esse tipo de iniciativa é capaz de ensinar sobre inovação, trabalho em equipe, criatividade, valores que fazem toda a diferença no mercado profissional e na vida”, afirma o engenheiro mecânico, Julis Rodrigues.Trabalhos como esse ficaram disponíveis na web para acesso posterior à data do evento, o que, para Penha, permite um compartilhamento ainda maior das experiências. “Claro que os eventos presenciais fazem falta, ainda mais diante de toda uma história de mobilização da escola em torno da feira.
Mas buscamos fazer o melhor dentro dos limites de saúde e segurança que nos foram impostos como sociedade. O resultado foi muito positivo e demonstrou que, mesmo diante das limitações, a comunidade escolar, junta, deu o seu melhor. E esse trabalhar em parceria, com proximidade mesmo na distância física, é um valor do qual não abrimos mão, que é parte do nosso projeto e do nosso DNA”, considera.
Escola Monteiro
(27) 3325-3941 e (27) 99255-2359
escola@monteiro.g12.br
Instagram: @escola_monteiro
Facebook: facebook.com/EscolaMonteiro
Rua Eng. Guilherme José Monjardim Varejão, 20
Enseada do Suá, Vitória-ES