O PERIGO DO CIGARRO ELETRÔNICO
Por trás de uma imagem descolada com vários modelos e cores para atrair principalmente o público jovem, os DEFs, (Dispositivos Eletrônicos para Fumar), tem preocupado muitos especialistas em várias áreas da saúde.
Vivemos onde tudo se emprega a tecnologia, e para atrair um público ainda maior, muitas empresas pelo mundo investiram pesado nessa nova “febre”. Mas antes de entrar no tema de forma mais específica elencando os problemas relacionados a essa nova tendência, precisamos explicar como funciona e o que é um cigarro eletrônico ou “pendrive” como é apelidado.
Em sua grande maioria, a estrutura é composta de uma bateria, uma lâmpada de LED, microprocessador, sensor, atomizador e cartucho (refil) de nicotina liquida. Quando o liquido é aquecido, produz um vapor que é inalado pela pessoa, e para deixar o produto mais atrativo, além da nicótica, são inseridas substâncias como aromatizantes, glicerina, propilenoglicol e acroleína.
Desde de 2009 a Anvisa baixou uma portaria proibindo a importação, venda e a divulgação de qualquer espécie de cigarro eletrônico. Isso se deve, principalmente pela falta de dados e informações que comprovassem que eles são seguros para o seu uso.
Na mesma linha, o Instituto Nacional de Cancêr José de Alencar Gomes da Silva (INCA)informa que os Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs) não são seguros e possuem substâncias tóxicas além da nicotina. Sendo assim, podem causar doenças respiratórias, como o enfisema pulmonar, doenças cardiovasculares, dermatite e câncer. Ainda de acordo com o INCA, estudos mostram que os níveis de toxicidade podem ser tão prejudiciais quanto os do cigarro tradicional, já que combinam substâncias tóxicas com outras que muitas vezes apenas mascaram os efeitos danosos.
Doenças respiratórias
Engana-se quem acha que pelo fato de que alguns (DEFs) não apresentarem nicotina em suas composições estão livres de qualquer problema, errado! esclarece Dra Jéssica Polese. Em 2009 foi descrita pela primeira vez a doença relacionada ao cigarro eletrônico, a EVALI (sigla em inglês para doença pulmonar associada ao uso de produtos de cigarro eletrônico ou vaping). Muitos usuários tem apresentado fibrose pulmonar, pneumonia e insuficiência respiratória. Profissionais acreditam que esses ocorridos estão diretamente ligados ao diluente utilizado nos dispositivos. Para melhor exemplificar, recentemente tivemos aqui no Brasil o cantor Zé Neto da dupla sertaneja Zé Neto e Cristiano, onde apresentou uma doença pulmonar após a Covid-19 e o uso constante de vape, um dos “DEFs”.
Explosões
Além de todas as mazelas causadas para quem fuma e terceiros, há um problema relacionado a segurança do produto. Relatórios elaborados pelo INCA e Ministério da Saúde, descrevem casos de explosões por problemas com a bateria, gerando danos físicos e materiais às vítimas.