Em março de 2020, o cotidiano se transformou abruptamente com a chegada da pandemia de coronavírus ao Brasil. Isolamento social, distanciamento, álcool em gel nas mãos e uma máscara no rosto passaram a fazer parte da rotina de adultos e crianças, como forma de tentar prevenir um vírus desconhecido e assustador.
Na escola, o dia a dia de aprendizado, interação e brincadeiras, viabilizado pela proximidade física, se viu interrompido e as telas dos computadores passaram a intermediar as relações. Hoje, passados quase dois anos dessa fase inicial, com idas e vindas e a retomada das aulas presenciais, ainda é fundamental adotar medidas de segurança e, em algumas turmas, realizar rodízios on-line para manter o distanciamento necessário para manter a segurança.
Mas uma das lições da maior crise sanitária dos nossos tempos para a educação é que saíram na frente as escolas que, além de trabalhar novas formas de absorção de conteúdo, conseguiram manter vínculos, preservar as relações de afeto e de “proximidade na distância”, sendo criativas, abertas ao diálogo e parceiras.
“Não se trata de minimizar os desafios impostos pela pandemia para os profissionais de Educação e para as famílias. Ao contrário, o momento foi e ainda é extremamente desafiador. Adaptar-se a uma nova realidade, lidar com emoções complexas como medo e a angústia, vivenciar perdas ou situações de estresse geradas por hospitalizações e pela incerteza da doença atinge o ser humano que é o professor, a criança, o familiar, repercutindo na escola, no trabalho, nas relações sociais”, considera a orientadora pedagógica da Escola Monteiro, Tatiana Svacina.
A diferença, para ela, é que uma escola como a Monteiro – que já trabalhava a proximidade, a humanização, a preocupação com o indivíduo como um ser integrado e outros atributos como a