GUIA PRAIA DO CANTO ED 41 DEZEMBRO 2021


Enquanto caminhamos para sairmos da pandemia, o mundo começa a observar e sentir os efeitos causados pela covid-19. As implicações em nós, indivíduos que atravessaram um período tão difícil, de privações, medo e perdas, buscando ajustar-se criativamente e da melhor forma possível para enfrentar as dificuldades desse momento.
E com as crianças não havia de ser diferente. As privações impostas pelo covid-19 afetaram diretamente suas vidas, uma vez que como seres em desenvolvimento precisam do contato, pois é na interação com o outro que a criança descobre seu lugar no mundo e desenvolve habilidades cognitivas, emocionais e sociais. 
O Fundo das Nações Unidas para a Infância – UNICEF em recente publicação (Situação Mundial da Infância 2021: na minha mente: promovendo, protegendo e cuidando da saúde mental das crianças), alerta que as implicações da covid-19 podem impactar a saúde mental de crianças e adolescentes por muitos anos. 
Sem poderem ir à escola, forçadamente tiveram que se adaptar a uma nova forma de ensino, além disso muitas foram afetadas diretamente pelo lockdown, deixando de ter contato com familiares e com outras crianças.  Nesse momento, com o retorno das atividades acadêmicas presenciais, as crianças podem encontrar dificuldades em se adaptarem novamente a rotina escolar, além de dificuldades de aprendizagem, visto que muitas não apreenderam o conteúdo do ano anterior, também podem encontrar dificuldades no contato social com outras crianças, com comportamento de esquiva e conflitos.
Além das dificuldades oriundas desse período, os pais ainda encontraram o desafio de ocupar o tempo da criança a fim de reduzir a irritabilidade do confinamento, abrindo mão do uso de eletrônicos, muitas vezes em grande quantidade de tempo, para entretê-los.
Em recentemente manual de orientação sobre o uso de telas e internet, a Sociedade Brasileira de Pediatria atenta para as implicações do uso excessivo, destacando a possibilidade de problemas de saúde mental, como irritabilidade, ansiedade e depressão, e estabelece limite de tempo de acordo com a idade da criança.
A combinação da irritação, medo, preocupações com o futuro, bem como o uso excessivo de eletrônicos, realidade que muitas crianças viveram nesse período, são elementos que favorecem o crescimento da ansiedade, o que vai de encontro com estudos que apontam para aumento de incidência de ansiedade e depressão em crianças após o início da covid-19.
Como saber a hora de buscar ajuda? Fique atento aos sinais, dificuldades em se adaptar à nova rotina, queixas de conflitos na escola, afastamento dos amiguinhos, medo excessivo em sair de casa, preocupações excessivas, irritabilidade, alterações do sono, bem como respostas corporais, tais como dores de cabeça e tonturas. Quando esses problemas passam a interferir na vida da criança ou causar dificuldades é o momento de buscar ajuda profissional para uma avaliação.
Estabelecer uma rotina, favorecer o contato com outras crianças, falar abertamente sobre as dificuldades apresentadas, propiciar um ambiente seguro onde a criança possa falar sobre os sentimentos provenientes de tais dificuldades, praticar a escuta empática, acolher, validar e evitar possíveis julgamentos, são formas de ajudar a criança nesse momento.

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