GUIA PRAIA DO CANTO ED 42 MARÇO 2022


Aluno em sala de aula acompanhando as explicações sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia.

Professor de Geografia Diogo Varejão.

A realidade e o mundo atual na sala de aula

 

Na Escola Monteiro, passado e presente se relacionam para viabilizar o aprendizado de forma dinâmica e consistente, rumo a um novo futuro.

 

Omundo contemporâneo tem oferecido uma série de desafios à sociedade: pandemias e guerras tornam crianças e adolescentes personagens de uma história que se constrói no dia a dia, antes de ganhar lugar nas páginas de livros. E compreender o passado é fundamental para entender o presente e transformar o futuro. 
Um exemplo é a triste situação de guerra entre Rússia e Ucrânia, envolvendo outras potências do mundo ocidental, como os Estados Unidos. “O aluno só consegue dar conta de entender o hoje se tiver conhecimento sobre o passado. Neste caso específico, há uma série de temas envolvidos, incluindo questões geográficas, históricas, econômicas, políticas, étnicas e de relações internacionais. É um tema que, provavelmente, estará em vestibulares e provas do Enem num futuro próximo, bem como a pandemia da Covid-19”, afirma a diretora pedagógica da Escola Monteiro, Penha Tótola.
Por isso e porque a escola traz em seu DNA há mais de 50 anos a missão de oferecer uma educação humanizada e de formar indivíduos críticos, capazes de discernir e de fazer escolhas com protagonismo, Penha explica que os temas atuais ganham as salas de aula, sempre inseridos no contexto de cada série, fase de aprendizado e idade, numa abordagem histórica e científica. 
Um bom exemplo, segundo Penha, foram as aulas do professor de Geografia Diogo Varejão para o ensino fundamental 2 e para o ensino médio. 
“No dia seguinte ao início do conflito, Diogo já levou a temática para a sala de aula, contextualizando o conflito dentro do conteúdo que ministra em cada série, abordando suas origens, abrindo oportunidades para perguntas e viabilizando o debate”, conta.
Mãe da aluna do 8º ano Clara Alcantara Rodrigues, a jornalista Ana Paula Alcantara foi buscar a filha na escola no final da primeira manhã após o início do conflito, anunciado no Brasil às 23h45 do dia anterior, ouvindo as informações no rádio, e se surpreendeu quando a filha entrou no carro dizendo que o assunto já havia sido tratado em sala de aula. “O professor de Geografia entrou em sala, na primeira aula do dia, às 7h10, abordando o tema. Clara contou sobre a aula ao ouvir as informações no rádio. Achei extremamente oportuno e realmente me chamou atenção a agilidade e a iniciativa. Ensinar de fato é, pra mim, esse compartilhar, esse dividir conhecimento de mundo, com dedicação e vontade”, afirma a mãe.
Já com mais tempo para preparação, a turma teve oportunidade de assistir a uma outra aula sobre o assunto, ministrada pelo próprio professor na sala do ensino médio, com a televisão que faz parte do kit multimídia do espaço ligada em um canal de notícias e outros recursos que permitiram, por exemplo, espelhar mapas sobre o quadro.
“Não é fácil nem para os adultos compreender e captar a complexidade dos nossos dias, mas formar cidadãos mais conscientes, com condutas diferenciadas e visão de mundo para além do óbvio, significa abrir mentes para conhecer o passado, entender o presente e mudar o futuro. Esse é um diferencial da escola, demonstrado, na prática, nessa iniciativa do professor Diogo Varejão”, completa Ana Paula, afirmando que o fato do tema ser tratado na escola despertou o interesse da filha sobre o assunto e permitiu outras discussões no ambiente familiar como as diferenças de “abordagem” de cada conflito da nossa história recente, a solidariedade, a situação dos refugiados, o preconceito e os interesses político-econômicos que ultrapassam fronteiras.
A Covid e suas lições
A pandemia que gerou tanta dor e morte também estará nos livros de história do futuro e foi tema de discussão e análise, gerando diversos projetos em sala de aula. “Nossa preocupação maior sempre foi seguir oferecendo ensino de qualidade com acolhimento e atenção à saúde emocional de nossos alunos, mas a realidade se impõe no dia a dia e é possível conectá-la ao conteúdo programático”, ressalta a diretora pedagógica.
Penha considera que somos todos personagens dessa história, além de sujeitos por ela afetados de diversas formas e em variadas esferas. “A escola é um organismo dinâmico. A pandemia mudou tudo, inclusive os modos de aprender e ensinar. Ela determinou hábitos, rotinas, adaptações, não havendo formas de ignorá-la, e já estava presente no dia a dia escolar e na vida de cada um. Mas alguns conteúdos puderam ser abordados levando em conta esse momento, como a origem e a importância do Instituto Butatan; outras doenças como a peste bubônica e a gripe espanhola; os hábitos que previnem doenças de forma geral; as fake news e as fontes confiáveis; e até a tipagem sanguínea e as baixas nas doações de sangue durante a pandemia – gerando uma ação voluntária e prática dos alunos do ensino médio’’, afirma.

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