GUIA GRANDE VITÓRIA ED 12 OUTUBRO 2023


Uma reflexão sobre o divórcio na visão jurídica colaborativa

O assunto divórcio não é agradável, e se pensarmos no assunto divórcio judicial, esse é ainda mais agressivo, concorda?
Diante da minha experiência diária nesses anos de atuação no Direito das Famílias, presenciei, muitas histórias, acompanhei muitas dores, expectativas e frustrações.
E sempre percebendo o quanto o processo judicial deixa marcas, consome a saúde emocional, além do dispêndio financeiro; por isso, resolvi buscar outros meios para trabalhar com divórcio, que não fosse apenas o litigioso (aquele que o juiz decide por vocês).
Em 2019 me capacitei em Práticas Colaborativas, fiz diversos cursos de mediação, comunicação não violenta e métodos alternativos aos métodos tradicionais.
Ao conhecer e aplicar em casos concretos, fui percebendo que eu estava conseguindo mostrar a uma das partes ou as duas, que seria possível o que chamo de divorciar com dignidade.
Quando se inicia uma união, seja pelo casamento ou pela união estável, pressupõe que seja por amor, porém, no momento do rompimento, o ódio e a raiva, tomam conta de uma das partes ou até mesmo de ambos.
Eleanor Roosevelt, diz que “Ao longo de nossa jornada, moldamos nossas vidas e a nós mesmos. O processo não termina até morrermos. E as escolhas que fazemos são todas de nossa exclusiva responsabilidade.”
Você e seu cônjuge têm a capacidade de se divorciarem com dignidade, integridade e respeito. Você tem a habilidade necessária para preservar os bons sentimentos que possam ter ficado entre vocês e estabelecer novos relacionamentos com as pessoas com quem continuarão vinculados mesmo após seu divórcio se tornar definitivo: seus filhos, seu cônjuge (sempre serão pais/mãe dos seus filhos) e alguns amigos e parentes que formar sua comunidade de apoio.
Percebe, a importância de preservar o que ainda resta de bom? Vai beneficiar aqueles que tenham filhos, pois ainda terão muitos encontros, em aniversário, formatura, casamento e velório.
O benefício maior desse divórcio com dignidade e respeito, para aqueles que tenham filhos, será a manutenção desses laços familiares, aonde não colocará seus filhos em contato com animosidade do ex-casal, desgastes desnecessários, não manchará a mácula do outro e não respingará nos filhos a “sensação de culpa” pelas brigas dos pais.
Nesses anos de experiência, um dos casos que atuei, lendo o relatório social da equipe multidisciplinar do fórum, me chamou atenção:
Quando um filho do casal, há época com 18 anos, disse:
“Entendo que meus pais, perderam muito tempo brigando em vez de darem atenção aos filhos.”
“Que tem clareza que foi afetado pelo processo em tela, pois não foi poupado, foi cobrado e assumiu funções que não eram de filho.”
A maioria das pessoas, pensam que o divórcio só interessa a você e ao seu futuro “ex”; mas, na verdade, um divórcio ruim, com decisões mal tomadas, terá um impacto muito mais amplo, como esse exemplo que mencionei acima. 
Portanto, se estiver passando por esse momento, saiba que o divórcio colaborativo oferece, para os casais que assim desejarem, um modelo de divórcio digno e respeitoso, além de construir proteções importantes para os filhos.

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