GUIA PRAIA DO CANTO ED 42 MARÇO 2022


Como as artes visuais estimulam as habilidades sociais das crianças

Realizar atividades lúdicas dentro e fora da escola auxilia no desenvolvimento infantil, tornando-as menos inibidas e mais autônomas

Pintar, rabiscar, emitir sons e movimentar o corpo são habilidades que os humanos possuem desde os tempos antigos, com os denominados homens das cavernas. Apesar de pitoresco, os desenhos reproduzidos nas pedras constituem a primeira forma de comunicação conhecida pela humanidade, e estes seguem sendo a principal porta de entrada para a construção social, motor, afetiva, cultural e cognitiva das crianças em seus anos iniciais como indica um estudo publicado pela Revista Apotheke sobre a importância das artes visuais na aprendizagem dos pequenos.
Para a psicóloga especialista em crianças e educadora parental Talita Espíndula, ao utilizar a arte como parte de uma metodologia de ensino, o pensamento criativo das crianças é estimulado constantemente. “Os professores e os próprios pais podem incentivar as ideias, pensamentos e emoções das crianças por meio das habilidades mais simples. O intuito é provocar o envolvimento dos pequenos, a curiosidade deles em explorar mais texturas, cores, traços e movimentos que expressem o que eles estão pensando e como eles estão se sentindo, e estimular a criatividade”, explica a profissional da Upuerê Educação Infantil.

Por que estimular o lado artístico?

Na visão da psicóloga, as artes são importantes no plano pedagógico para que os pequenos pratiquem habilidades que serão fundamentais nos anos seguintes, como o estímulo à escrita, e para compreender questões sobre si mesmo, a realidade e seus convívios dentro e fora da escola. Além disso, é preciso adequar o processo de aprendizagem às novas tecnologias seguindo algumas recomendações, como o uso moderado de telas. “Quando a criatividade delas aflora, é possível reconhecer habilidades que contribuem para a autonomia, percepção e convivência das crianças em relação a outros indivíduos”, explica Talita.

Foco na mente infantil
Um estudo promovido pela neuroeducadora dra. Mariale Hardiman, da Universidade Johns Hopkins (EUA), sobre a natureza da criatividade humana apresenta um modelo de ensino focado na mente, auxiliando professores a integrarem atividades lúdicas das artes visuais ao plano pedagógico com o objetivo de desenvolver o pensamento criativo e inovador a partir de momentos de improviso e colaboração.
“A relação das crianças com as artes pode ser fundamental para que elas se tornem mais desinibidas, busquem formas de expressar o que sentem, como enxergam o mundo e que elas têm espaço para dar voz ao que pensam. Esse contato direto com as artes desde os anos iniciais pode, inclusive, estimular mais experiências no futuro, em que os pequenos encontrem nos movimentos artísticos uma maneira de se descobrirem enquanto indivíduos e cidadãos do mundo, mas que eles possam também aperfeiçoar suas expressões, quem sabe se tornando um artista ou uma bailarina”, detalha a psicóloga.

 

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